A Recuperação do Patrimônio Cultural "Estação Guanabara" como Ação de Responsabilidade Social Corporativa

A recuperação, revitalização e restauro do patrimônio cultural
Estação Guanabara - antigo tronco da linha férrea Estrada de Ferro Mogiana situada na cidade de Campinas - partiu de um projeto de inserção da Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa à empresa Campinas Decor realizada pela empresa ZHQ – Meio Ambiente & Gestão Empresarial.
Trata-se de uma iniciativa cívica à valoração da história da região campineira com o objetivo de devolver à cidade um marco cultural importante, até então em abandono, integrando aspectos econômicos e sociais ligados ao meio ambiente em seu sentido amplo, a partir da expressão dos valores, princípios, estratégias e práticas corporativas da Campinas Decor.
O motivo subjacente que levou a Campinas Decor a desenvolver e realizar este projeto foi demonstrar a importância das ações empresarias a favor da ecologia urbana e da cidadania individual e coletiva, alicerçadas na visão de que o lucro, a comunidade e meio ambiente caminham juntos para resgatar referências simbólicas do imaginário e da cultura local, e que a priorização da qualidade de vida pode ser alcançada por meio da solidariedade entre os diversos atores sociais em benefício de todos indistintamente e, sobretudo, pela educação sócio-ambiental como valor agregado.
O projeto e sua execução foram possíveis graças a uma parceria realizada com a UNICAMP, detentora do direito de uso da
Estação Guanabara desde o ano de 1990, cuja concessão foi feita pelo Estado de São Paulo para um período de 30 anos.
Este projeto teve como foco nos seguintes parâmetros:
a) abrigar a mostra da Campinas Decor de arquitetura, decoração e paisagismo para o ano de 2008;
b) possibilitar a futura realização de oficinas de inclusão social e de promoção de atividades comunitárias nas áreas de difusão científica, habilidades culturais e artísticas do "Centro Cultural de Inclusão e Integração Social", coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) da Unicamp;
c) promover a revitalização, a reconstrução e o restauro de parte das instalações físicas do complexo
Estação Guanabara;
d) resgatar os valores históricos e os laços sociais expressivos à sociedade campineira por meio da devolução de um patrimônio cultural adequado ao uso comunitário;
e) permitir, por meio de um planejamento integrado, ações voluntárias de Responsabilidade Social Corporativa para priorizar a qualidade de vida de uma forma diferenciada, integrando diferentes cadeias produtivas (empresa – universidade – fornecedores – arquitetos – paisagistas – patrocinadores e recursos humanos diversos) e,
f) trazer à reforma do local, dentro das limitações de custo e das restrições impostas ao bem tombado, benefícios de caráter ambiental com tecnologias sustentáveis.
ANTECEDENTES
A
Estação Guanabara está situada à Rua Mário Siqueira em uma área de 15 mil m², no bairro Guanabara em Campinas e foi tombada pela CONDEPACC – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas por meio do processo de tombamento nº 002/1996 e da Resolução de nº 045/2004.
Esta estação, composta por um armazém, uma gare e uma estação de embarque e desembarque, foi desativada em 1974 e as suas funções, inclusive de escoamento do café da região de Mogi Mirim/Mogi Guaçú, passaram a ser realizadas pela estação
Boa Vista da antiga Ferrovia Paulista S/A, localizada nos subúrbios de Campinas. Enquanto esteve em operação, a estação atendeu inúmeras linhas ferroviárias da região de Campinas, como a Sorocabana, a Funilense (trecho de Pádua Salles) e a de Mairinque.
A
Estação Guanabara fez parte da linha tronco da Estrada de Ferro Mogiana e tornou-se importante marco referencial da época do apogeu da cultura do café no interior do Estado de São Paulo, motivo pelo qual as ações de Responsabilidade Social da empresa Campinas Decor procuraram revitalizá-la e restaurar a sua arquitetura original.
Este expressivo conjunto arquitetônico sofreu uma série de depredações e invasões de mendigos, marginais, punks e drogados, que ali se instalaram, desfigurando as características originais do complexo ferroviário ali erigido, principalmente o prédio da estação inaugurado em 1883, e a cobertura metálica da GARE deteriorada devido à passagem do tempo.
A Campinas Decor, ao avaliar e selecionar os locais mais apropriados para a sua exposição de 2008 percebeu ser importante resgatar a
Estação Guanabara à comunidade campineira, não só para auxiliar a UNICAMP em seu projeto de inclusão social, mas também para dar sua própria contribuição ao avanço do conhecimento comum e da identidade coletiva de todos os cidadãos, em conformidade com as premissas estabelecidas pelo desenvolvimento sustentável.
DO PROJETO
A empresa Campinas Decor para sua mostra de 2008 buscava inovar o seu papel de empresa cidadã por meio de um projeto consistente que pudesse nortear suas políticas de longo prazo por meio da responsabilidade sócio-ambiental corporativa, e demonstrar ao mesmo tempo à sociedade a importância dos valores de sustentabilidade realizadas por meio de práticas negociais de inserção das dimensões econômicas, sociais e ambientais voltadas ao resgate da cidadania à comunidade.
A inserção dessas dimensões envolveu, por parte da Campinas Decor, a interação do seu público interno e de estruturas corporativas diversas à realização das ações práticas necessárias à formação de uma cadeia de valor além das fronteiras usuais e tradicionais das empresas.
Esta cadeia de valor foi formada pela interação interdisciplinar cooperativa e solidária entre expositores, profissionais de apoio, empresas colaboradoras, patrocinadores, academia, fornecedores e outros para permitir o compartilhamento das ações de responsabilidade social, e para demonstrar a visão de que a comunidade, o meio ambiente e o lucro podem caminhar juntos priorizando qualidade de vida, solidariedade e cooperação em benefício de todos indistintamente.
Importante também foi demonstrar, com a realização deste projeto, que a devolução da real função social e das referencias simbólicas do imaginário e da cultura trazidas pelo patrimônio histórico e cultural
Estação Guanabara permitiria a futura reurbanização das áreas de entorno da estação, conferindo-lhe a devida importância à fruição dos valores artísticos, históricos, espirituais e culturais pela sociedade.
Ao resgatar à região o referencial histórico e cultural da
Estação Guanabara permite-se o seu usufruto pelas gerações presentes e futuras, e a consolidação da sustentabilidade à preservação e à conservação deste patrimônio comum.
AS AÇÕES DE RECUPERAÇÃO, REVITALIZAÇÃO E RESTAURO DA ESTAÇÃO GUANABARA
A utilização do prédio pela Campinas Decor, sua recuperação, revitalização e restauro respeitou todo um conjunto de critérios aprovados pelo CONDEPACC, por meio de várias oficinas de trabalho para os profissionais executantes das obras visando a sua conformidade com as regras exigidas para restauro em edifícios tombados, acessibilidade e tecnologia.
Especial ênfase foi dada às tecnologias de recuperação das estruturas de ladrilhos e metálicas para evitar danos às superfícies, à preservação de painéis de pinturas
Art Nouveau, e à produção de argamassa similar à anteriormente utilizada no edifício principal para garantir melhor identidade com a original e melhor condição de compatibilidade para os rejuntes dos materiais. (Instituto de Física da UNICAMP).
Para execução deste projeto, as coordenadoras deste projeto, em conjunto com a empresa consultora ZHQ Meio Ambiente & Gestão Empresarial, estudaram as principais ações de sustentabilidade possíveis de serem realizadas dentro das limitações impostas pela legislação e diretrizes voltadas às edificações tombadas, e para o exercício das ações de responsabilidade social corporativa traçadas pela empresa Campinas Decor.
Dentro da concepção de construção sustentável optou-se pelo uso de produtos e insumos dentro das normas técnicas brasileiras que pudessem trazer benefícios ao meio ambiente através de tecnologias sustentáveis. Devido às limitações existentes, houve por parte das coordenadoras a preocupação com a futura inserção de uso eficiente da água no edifício principal, utilizando-se para tanto torneiras com regulador de vazão e sistema de descarga, ambas hidrodinâmicas, para minimizar o consumo de água nos mictórios; e caixas de duplo acionamento com redutor de consumo de água para as bacias sanitárias.
A Campinas Decor, atenta às regras de sustentabilidade à construção civil, optou também pela introdução de um sistema de gestão de resíduos da construção civil provenientes da obra em questão.
Os resíduos da construção civil foram divididos em três categorias distintas para a posterior destinação final, a saber:
a) Caçambas apropriadas para papéis, plásticos, papelão, metais, vidros, madeiras e outros recicláveis, para posterior reciclagem, e que foram encaminhadas à Reciclagem de Lixo - Cooperativa Santo Dumont, encubada na ONG EDH;
b) Caçambas para materiais tóxicos, como tinta, solventes, restos de gesso e para telas de amianto provenientes do desmonte da cobertura original da gare. Estes resíduos foram condicionadas em big bags apropriadas e enviadas à Estre Ambiental S/A, especializada em receber este tipo de resíduo;
c) Caçambas para resíduos da obra não tóxicos e reaproveitáveis como tijolos, terra, argamassa, cerâmicos e outros similares, que foram enviadas, de acordo com as diretrizes fornecidas pela Secretaria de Meio Ambiente de Campinas, para a unidade de reciclagem de materiais de Campinas à Estrada da Mão Branca s/n, próximo a unidade Aterro Delta A, onde o material é reprocessado e reutilizado.
Quanto à eficiência energética, e dado ao fato de que tecnicamente foi inviável a utilização de colocação de coletores nos telhados e células fotovoltaicas à geração de energia solar devido às restrições de tombamento do edifício da administração, as coordenadoras do projeto optaram pelo uso de lâmpadas fluorescentes eficientes em diversos ambientes durante a Mostra 2008.
As redes internas e externas de energia elétrica foram totalmente refeitas, e durante a exposição da Mostra 2008 foram utilizados, nos ambientes, gás natural para vários ambientes de decoração em conformidade com as especificações fornecidas pela empresa COMGÁS.
Também foram utilizados materiais leves à cobertura da gare, dentro de um conceito de projeto aberto, que possibilitou a iluminação natural diuturna, evitando assim a sua iluminação artificial. A recuperação da gare metálica se deu por meio da construção de 1.500m2 de uma nova cobertura metálica em alumínio, com telhas de policarbonato.
Sob o enfoque do resgate da memória histórica e cultural da
Estação Guanabara trazida pelo trabalho de restauração deste patrimônio, a Campinas Decor realizou um minucioso trabalho de proteção dos registros históricos existentes nas paredes da
Estação Guanabara.
Durante o trabalho de recuperação e restauração foram encontradas várias pinturas a têmpera e a óleo, com diferentes motivos geométricos típicos da decoração
"art nouveau" do final do século 19, e também desenhos florais.
As obras pictórias foram preservadas através da aplicação de uma técnica especial de proteção para futuramente serem recuperados, sem danos, por técnicos especializados em restauro pela UFMG e UNICAMP. Para tanto, houve o descamamento especial das pinturas e painéis existentes e a aplicação de uma proteção de faceamento do papel a calor para resguardar as pinturas e os desenhos originais. Este minucioso trabalho foi realizado pela Profª. Eliana Ambrósio, restauradora da UFMG com o equipamento "Espátula Térmica Hobbico" doado pela Campinas Decor.
Como forma de preservar a memória histórica da fase anterior à recuperação da
Estação Guanabara, a Campinas Decor arquivou as imagens (pichações, pinturas e inscrições nas paredes,) encontradas no local e realizadas por passantes, mendigos, marginais, punks e drogados e sem tetos, que servirá como memorial de uma época e ao mesmo tempo, como acervo sociológico aberto a futuros estudos por parte de pesquisadores interessados sobre a dinâmica dos comportamentos sociais que expressam o sentimento de uma classe menos favorecida vivendo à margem da sociedade.
Todo o trabalho de recuperação do prédio tombado foi acompanhado de perto pelas organizadoras da mostra, Stella Tozo e Sueli Cardoso, por uma comissão composta por representantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), pela Condepacc e pela Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural (CSPC), ligada à Secretaria Municipal de Cultura.
Com a finalidade de se preservar ao máximo as características originais do patrimônio e garantir a compatibilidade dos novos rejuntes de acordo com as orientações recebidas, aplicou-se em todos eles revestimento com argamassa de base similar a original, e produtos especiais à recuperação dos pisos hidráulicos e estruturas metálicas ali encontradas, acrescidos de aditivos químicos com dosagem adequada de água empregados por equipamentos de alta tecnologia em pressão cedidos pela empresa KARCHER, com o objetivo específico de não se causar danos às superfícies.
Por fim, nos banheiros públicos que permaneceram no local pós mostra 2008 foram utilizados metais novos e cuba especial para acessibilidade de deficientes; na cozinha do prédio principal louças e metais novos, bem como fiação totalmente nova com interruptores e tomadas em funcionamento, além de bocais colocados para receber lâmpadas.
AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA VOLTADAS AO RESGATE DA DIGNIDADE E DA CIDADANIA, À FUNÇÃO E À INCLUSÃO SOCIAL
Como sabemos o Patrimônio Cultural Brasileiro é constituído pelos bens materiais e imateriais que servem como referência à identidade e à memória de nosso povo, e da qual também fazem parte os conjuntos urbanos edificados de valor histórico, ecológico, cultural e artístico cuja proteção é essencial frente às transformações urbanas e à necessidade de preservação à fruição dos valores artísticos, históricos, espirituais e culturais pela sociedade.
Estes edifícios, com valor arquitetônico que marcam diferentes épocas de nossa história, nos ligam às lembranças do passado e são necessários para permitir o avanço do conhecimento comum e da identidade coletiva dos cidadãos no tempo; são importantes instrumentos à educação e à formação intelectual de nossa sociedade além de servirem como referência cultural ao desenvolvimento econômico das cidades.
É neste contexto que o edifício tombado
Estação Guanabara, de reconhecido valor histórico e cultural, é parte da paisagem da cidade de Campinas, paisagem esta em constante transformação e reconfiguração dentro da dinâmica do desenvolvimento da expansão urbana e dos espaços comuns.
Todos os objetivos traçados no projeto da Campinas Decor para a recuperação, revitalização e restauro da
Estação Guanabara foram plenamente alcançados.
DO RESGATE DA MEMÓRIA HISTÓRICA E CULTURAL DA ESTAÇÃO GUANABARA e AÇÕES VOLTADAS À CIDADANIA
I. Restauro e revitalização do imóvel tombado;
II. Realização de trabalho de proteção dos registros históricos existentes nas paredes da
Estação Guanabara e de inserção de critérios de referência de sustentabilidade à sociedade campineira através de práticas sócio-ambientais para resgatar o patrimônio cultural abandonado;
III. Arquivamento das imagens (pichações, pinturas e inscrições nas paredes) encontradas no local;
IV. A partir da recuperação do imóvel permitir à UNICAMP, complementar o restauro da
Estação Guanabara e das pinturas artísticas originais bem como realizar oficinas de inclusão social através do "Centro Cultural de Inclusão e Integração Social", coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) da Unicamp;
V. Demonstração do significado dos valores morais como instrumento de ação à sustentabilidade, no qual o conceito de desenvolvimento sustentável é deslocado da teoria à prática por meio de ações reais;
VI. Divulgação, através da revista Campinas Decor 2008, dos princípios da construção sustentável e fornecer dicas para a construção residencial integrada e práticas para a sustentabilidade do dia a dia.
DOAÇÃO DA CAMPINAS DECOR À UNICAMP
Quando um bem arquitetônico é tombado e transformado em patrimônio histórico e cultural ele transmite às gerações futuras determinadas características de dada época, e atribui reconhecimento e coerência aos valores ambientais, afetivos e espirituais à população e ao seu cotidiano; é a perpetuação da memória e da história.
Neste sentido, a recuperação da
Estação Guanabara, símbolo de nossa economia cafeeira, tem um significado muito especial para a empresa Campinas Decor na medida em que simboliza a re-significação dos aspectos sociais, culturais e ambientais de nossa cultura cidadã e permite o seu usufruto pelas gerações futuras integrando convívio social, conhecimento e participação da coletividade. É dentro deste contexto que a Responsabilidade Social Corporativa da Campinas Decor se insere indo mais uma vez alem da doação filantrópica de parte da sua renda líquida.
São iniciativas que fazem parte de seu core business, dentro da perspectiva de uma inter-relação sadia da empresa com a sociedade, para construir vínculos que promovam, em conjunto, o usufruto das dimensões socioambientais.
A revitalização deste patrimônio tombado à cidade - que por décadas esteve abandonado, sofrendo depedrações pela ação do tempo, pela ação humana ou pela omissão do Poder Público em preservá-lo - confere uma nova função social ao prédio.
Essa função social não é só a recuperação dos aspectos ambiental, histórico e materiais da
Estação Guanabara, desdobram-se além, resgatam o sabor especial à estética do olhar, trazem de volta as referências externas visuais da fachada, o paisagismo integrado à possibilidade de reurbanização das áreas de entorno, e, sobretudo a importância da integração humana dos habitantes da cidade pelo convívio, pela aprendizagem, pela troca de experiências, pelas ligações afetivas com a cidade.
A Campinas Decor tem como premissa inafiançável que o respeito a todos é expresso por meio de empresas que atuam com sentido social, motivo pelo qual tem o compromisso ético de compartilhar o seu conhecimento e a sua inovação com os diversos e diferentes segmentos sociais.
Entende ainda que somente por meio da equidade - como forma de promover a redução das desigualdades sociais e a preservação dos recursos ambientais e culturais tanto às presentes e às gerações futuras - é que o valor cultural de um patrimônio tombado se fortalece e cumpre a sua real função social.
Para a Campinas Decor a responsabilidade corporativa é inovação de âmbito interno que expressa à gestão de sua função social, promoção de oportunidades culturais, bem estar da comunidade, fatores de integração; é partilhamento de soluções e de ações para a construção de valores sociais, atitudes, comportamentos e habilidades para com a proteção do meio ambiente e com o desenvolvimento social bem além do simples assistencialismo e filantropismo usualmente realizado pelas empresas.
A apresentação da reforma da
Estação Guanabara ao público se deu por meio da abertura oficial da 13ª Mostra da Campinas Decor, no dia 29 de abril de 2008, realizada pelas organizadoras da mostra, Sueli Cardoso e Stella Tozzo, Este foi o primeiro evento de arquitetura, decoração e paisagismo do interior do estado de São Paulo realizado em um espaço tombado pela Condepacc - Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas, após a consolidação de ações de responsabilidade social corporativa da empresa Campinas Decor.
A missão cumprida, após 1.120 horas trabalhadas com a colaboração direta de 83 profissionais da mostra, 1080 fornecedores, 13 patrocinadores e recursos humanos diretos e indiretos envolvendo cerca de 1.600 pessoas e a academia, de acordo com os objetivos traçados pelo projeto de Responsabilidade Sócio-Ambiental da empresa ZHQ Meio Ambiente & Gestão Empresarial e pelas organizadoras Stella Tozo e Sueli Cardoso, trazem à cidade de Campinas a certeza de que sustentabilidade, responsabilidade ética, solidariedade e participação cooperativa coletiva são pautas de conduta que podem ser incorporadas por todos, indistintamente, em prol de uma sociedade mais justa e mais digna para todos.
Texto: Lucila Fernandes Lima